Segurança contra incêndio para Indústria de Vidro
Na indústria de vidro o forno de fusão é o centro de tudo e não pode ser desligado. Trabalhando com gás natural ou óleo combustível em temperatura altíssima, ele impõe à planta uma fonte de ignição contínua, cercada por regeneradores, canais de distribuição e máquinas de conformação com óleo hidráulico e lubrificação constante. Somam-se centrais de gases industriais, sala de compressores, arcos elétricos de aquecimento auxiliar e, na linha de laminado, filmes poliméricos intercalados e autoclaves. É um conjunto que o Corpo de Bombeiros analisa por partes, não como galpão único.
A licença emperra quando a planta é descrita de forma genérica. Central de gases, casa de bombas, oficina de moldes, sala elétrica, laboratório e o armazém de produto acabado têm riscos e medidas diferentes, e o memorial precisa refletir isso. É frequente também encontrar rede de gás sem laudo de estanqueidade, ausência de detecção nas salas técnicas e áreas de estocagem de embalagem crescendo dentro do galpão de produção. Em plantas antigas, escadas e passarelas de acesso ao forno estão fora dos critérios de saída da IT 11.
A Elite AVCB divide a planta em compartimentos e áreas de risco antes de projetar, identificando o forno, as centrais de gases, a casa de compressores e o armazém como conjuntos com exigências próprias. Dimensionamos hidrantes pela IT 22 considerando a distância real entre a casa de bombas e a linha quente, instalamos detecção nas salas elétricas pela IT 19, resolvemos saídas e passarelas pela IT 11 e emitimos os laudos de estanqueidade e elétricos. O processo é protocolado no Via Fácil Bombeiros e acompanhado até a vistoria final.
Classificação usual: I-1 na fusão e conformação, com forno, central de gases e sala de compressores tratados como áreas de risco distintas. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Vidro
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Forno de fusão em operação ininterrupta como fonte de ignição permanente na planta
- Rede de gás combustível e centrais de gases industriais canalizadas até a linha de produção
- Óleo hidráulico e lubrificantes em circulação junto a superfícies e vidro em alta temperatura
- Salas elétricas, inversores e subestação alimentando cargas elevadas em ambiente quente
- Filmes poliméricos e materiais de intercalação na linha de vidro laminado
- Passarelas e escadas de acesso ao forno com rota de escape estreita ou única
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Laudo de estanqueidade da rede de gás e central conforme a IT 28, quando houver GLP
- Hidrantes pela IT 22 com reserva calculada para a área total e a distância até a linha quente
- Detecção e alarme pela IT 19 em salas elétricas, subestação e sala de compressores
- Extintores pela IT 21 com agentes compatíveis com risco elétrico e óleo aquecido
- Saídas de emergência, escadas e passarelas conforme a IT 11, com sinalização pela IT 20
- Brigada de incêndio pela IT 17 escalada para operação contínua do forno