Segurança contra incêndio para Usina de Asfalto
A usina de asfalto reúne exatamente o que o Corpo de Bombeiros analisa com mais rigor: líquido combustível mantido aquecido por longos períodos. O cimento asfáltico permanece em tanques a temperatura elevada, aquecido por óleo térmico em circulação ou por queimador direto, e o secador rotativo opera com chama constante para secar o agregado. Ao lado ficam o tanque de óleo combustível ou diesel, a bomba de transferência e as tubulações aquecidas. Um vazamento sobre superfície quente é o cenário que orienta todo o dimensionamento da proteção.
O que costuma travar a licença é o tratamento dado aos tanques. Falta bacia de contenção com volume compatível, falta sinalização de identificação do produto, faltam afastamentos entre tanques e entre eles e a divisa, e o SPDA das estruturas metálicas raramente tem laudo válido. Também é comum a usina operar em terreno improvisado, com acesso de viatura precário, sem reserva de água definida e com o laboratório, a oficina e o escritório encostados na área de risco. Sistemas de aquecimento de óleo térmico sem manutenção documentada completam o quadro.
A Elite AVCB trata a usina pela IT 25, mapeando cada tanque, seu produto, volume e temperatura de operação antes de qualquer proposta. Definimos bacias de contenção, afastamentos, sinalização e a proteção por hidrantes com alcance real até o parque de tanques, verificamos o SPDA e as instalações elétricas com laudo, e organizamos o plano de emergência para vazamento e para incêndio em produto aquecido. O processo é protocolado no Via Fácil Bombeiros e acompanhado por nossa equipe até a vistoria e a emissão do AVCB.
Classificação usual: I-2 na área de produção, com tanques de CAP, óleo térmico e combustível enquadrados como M-2 pela IT 25. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Usina de Asfalto
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Cimento asfáltico mantido aquecido em tanques por períodos prolongados, próximo do ponto de fulgor
- Circuito de óleo térmico em alta temperatura, com bomba, serpentina e tubulação sujeitas a vazamento
- Queimador do secador rotativo operando com chama contínua junto à área de tancagem
- Tanque de diesel ou óleo combustível e ponto de abastecimento dentro da área operacional
- Estruturas metálicas altas e tanques expostos a descargas atmosféricas
- Bacia de contenção inexistente ou com volume incompatível com o maior tanque instalado
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Tancagem conforme a IT 25, com bacia de contenção, afastamentos e sinalização do produto
- Hidrantes pela IT 22 com alcance efetivo sobre o parque de tanques e o secador
- Extintores pela IT 21 com agentes adequados a líquido combustível e a risco elétrico
- SPDA projetado e com laudo válido para tanques, silos e estruturas metálicas elevadas
- Plano de emergência específico para vazamento e incêndio em produto aquecido
- Brigada de incêndio pela IT 17 treinada para atuação em área de tancagem