Segurança contra incêndio para Indústria de Revestimentos Cerâmicos
A fábrica de revestimentos cerâmicos tem dois mundos dentro do mesmo terreno. Da moagem ao forno a rolo, o material é mineral e a carga de incêndio permanece baixa, com o risco concentrado no atomizador a gás, nas prensas hidráulicas de alta tonelagem e nos painéis que comandam a linha. Da esmaltação em diante o cenário muda: veículos serigráficos, tintas, resinas e a área de preparo elevam a carga, e a classificação, a embalagem e a expedição concentram papelão, filme estirável e paletes de madeira em grande volume.
O que costuma travar a licença é exatamente esse desequilíbrio. O empresário associa a fábrica ao forno e supõe risco baixo, mas o armazém de produto acabado, estocado em altura sobre paletes, é o que puxa o dimensionamento para chuveiros automáticos e reserva de incêndio maior. Também aparecem com frequência a rede de gás sem laudo de estanqueidade, a falta de compartimentação entre produção e armazém, corredores de expedição obstruídos por empilhamento e saídas de emergência que ficaram atrás de racks depois de alguma reorganização de layout.
A Elite AVCB avalia a fábrica por compartimento, calculando a carga de incêndio pela IT 14 antes de propor solução. Quando compensa, separamos fisicamente o armazém da produção e revisamos a altura de estocagem para ajustar a exigência de chuveiros automáticos; quando não, dimensionamos o sistema pelas IT 23 e IT 24 com a reserva correspondente. Cuidamos da central de gás pela IT 28, das saídas pela IT 11 e protocolamos pelo Via Fácil Bombeiros, seguindo com você até a vistoria e a emissão do AVCB.
Classificação usual: I-1 na moagem e nos fornos, com esmaltação I-2 e armazém de produto paletizado tendendo a J-2 ou J-3 conforme a altura de estocagem. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Revestimentos Cerâmicos
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Armazém de produto acabado com paletes de madeira e filme estirável estocados em altura
- Atomizador e forno a rolo alimentados por gás natural em linha contínua de alta temperatura
- Preparo de esmaltes e veículos serigráficos com produtos de base orgânica em sala anexa
- Prensas hidráulicas de grande porte com volume elevado de óleo sob pressão
- Corredores de expedição e saídas obstruídos por empilhamento de paletes
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Chuveiros automáticos pelas IT 23 e IT 24 no armazém, dimensionados pela altura real de estocagem
- Reserva técnica de incêndio calculada para o sistema mais exigente da planta
- Compartimentação pela IT 09 entre produção, armazém e sala de preparo de esmaltes
- Central e rede de gás conforme a IT 28, com laudo de estanqueidade emitido por responsável técnico
- Hidrantes pela IT 22 cobrindo moagem, fornos, classificação e docas de expedição
- Saídas de emergência pela IT 11 mantidas desobstruídas e sinalizadas pela IT 20
- Brigada de incêndio pela IT 17 dimensionada por turno e por setor da fábrica