Segurança contra incêndio para Indústria de Cal e Gesso
A indústria de cal e gesso vive de calor. Fornos verticais ou rotativos calcinam o calcário e a gipsita queimando lenha, coque, óleo ou gás, e o combustível estocado no pátio já é, por si só, a maior carga de incêndio da planta. Depois do forno vêm hidratadores, moinhos, silos e ensacamento, com poeira fina em suspensão constante. A cal virgem acrescenta um risco pouco lembrado: em contato com água ela reage liberando calor suficiente para iniciar a combustão de materiais próximos, como papel, madeira e sacaria.
Na prática, o que gera exigência é a mistura de instalações antigas com processo quente. Fornos construídos há décadas convivem com galpões ampliados sem projeto, correias e elevadores acrescentados ao longo do tempo e painéis elétricos cobertos de pó. O depósito de combustível costuma ficar sem afastamento definido, e o estoque de cal ensacada raramente é protegido da umidade de forma documentada. Somam-se rotas de fuga interrompidas por equipamentos, escadas de acesso a silos sem sinalização e ausência de laudo elétrico atualizado.
A Elite AVCB parte do levantamento completo da planta, separando forno, moagem, hidratação, silos, ensacamento e depósitos como conjuntos com riscos distintos. Definimos os afastamentos e a proteção do estoque de combustível, tratamos o armazenamento da cal virgem longe de material celulósico e de fontes de umidade, dimensionamos hidrantes e extintores pelas IT 22 e IT 21 e resolvemos as rotas verticais pela IT 11. Emitimos os laudos, protocolamos pelo Via Fácil Bombeiros e acompanhamos a vistoria até o AVCB.
Classificação usual: I-1 pela carga de incêndio mineral, com fornos de calcinação, depósito de combustível e silos tratados como áreas de risco. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Cal e Gesso
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Fornos de calcinação em operação contínua com estoque de lenha, coque ou óleo no mesmo pátio
- Cal virgem reagindo com umidade e liberando calor junto a sacaria, paletes e papel
- Poeira mineral fina em suspensão depositada sobre motores, painéis e eletrocalhas
- Moinhos, elevadores e transportadores com mancais sujeitos a superaquecimento
- Silos e torres com escada de acesso única e sem iluminação de emergência
- Depósito de produto ensacado com paletes de madeira colado à linha de ensacamento
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Afastamento e proteção do estoque de combustível dos fornos, com acesso de viatura definido
- Armazenagem de cal virgem separada de material celulósico e protegida de umidade
- Hidrantes pela IT 22 alcançando fornos, moagem, ensacamento e depósito de produto
- Extintores pela IT 21 compatíveis com risco elétrico, óleo e material combustível sólido
- Iluminação e sinalização de emergência pelas IT 18 e IT 20 nas rotas verticais dos silos
- Laudo das instalações elétricas cobrindo painéis, motores e sistemas de despoeiramento
- Treinamento de uso de extintores para os operadores de forno e de ensacamento