Segurança contra incêndio para Britagem e Mineração
Britagem e mineração formam um caso clássico de risco mal interpretado. O material processado é inerte e a carga de incêndio da planta é baixíssima, mas os incêndios acontecem com regularidade em três pontos: correias transportadoras de borracha, que somam centenas de metros e propagam fogo rápido; unidades hidráulicas e mancais de britadores e peneiras, com óleo aquecido sob pressão; e o abastecimento da frota, com tanque de diesel, lubrificantes e oficina. A poeira mineral cobre tudo, incluindo motores e painéis, agravando falhas elétricas.
A licença costuma travar porque a planta não é uma edificação, e sim um conjunto disperso. Britagem primária, secundária, peneiramento, casa de força, oficina, almoxarifado, refeitório, escritório e balança ficam em pontos distintos do terreno, com estruturas metálicas abertas que exigem descrição cuidadosa no memorial. Quando existe desmonte com explosivos, o paiol tem enquadramento no grupo L e regramento próprio, que precisa aparecer de forma explícita. Falta de acesso de viatura às frentes de lavra e ausência de laudo elétrico completam as exigências mais comuns.
A Elite AVCB percorre a planta em campo e separa cada instalação por ocupação e risco antes de projetar. Definimos a proteção das galerias de correia, a cobertura por hidrantes onde a distância permite, os extintores adequados a óleo e risco elétrico junto a britadores e casa de força, e o tratamento do tanque de diesel com bacia de contenção e sinalização pela IT 25. Montamos o plano de emergência com a operação, emitimos os laudos e protocolamos no Via Fácil Bombeiros até a vistoria.
Classificação usual: I-1 na planta de beneficiamento, com tanque de diesel como M-2, paiol de explosivos no grupo L e casa de força como K-1. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Britagem e Mineração
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Correias transportadoras de borracha em extensões longas, com risco de atrito em roletes travados
- Unidades hidráulicas, mancais e redutores de britadores com óleo aquecido sob pressão
- Tanque de diesel e lubrificantes para abastecimento da frota dentro da área operacional
- Oficina de manutenção com solda, corte e estopa contaminada junto a equipamento pesado
- Poeira mineral acumulada sobre motores, painéis elétricos e casa de força
- Paiol de explosivos e acessórios, quando há desmonte, com regramento e afastamentos próprios
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Extintores pela IT 21 posicionados por trecho de correia, britador e ponto de transferência
- Hidrantes pela IT 22 cobrindo oficina, almoxarifado, casa de força e área administrativa
- Tanque de diesel com bacia de contenção, sinalização e afastamentos conforme a IT 25
- Laudo das instalações elétricas e SPDA para casa de força, painéis e estruturas metálicas
- Plano de emergência com rota de acesso de viatura definida até as frentes de operação
- Brigada de incêndio pela IT 17 treinada para combate a foco em correia e em óleo