O fluxostato é testado abrindo a conexão de teste e alarme e verificando se o sinal chega à central de detecção em no máximo 90 segundos, conforme os itens 2.12 e 3.4 do Anexo C da IT 23/2025. A conexão de ensaio é dimensionada para simular a vazão de um único chuveiro automático, que é a menor vazão que o sistema precisa detectar. Se o alarme não soar nesse intervalo, o problema costuma estar no retardo mecânico ou eletrônico do dispositivo, ajustado com folga excessiva para evitar alarmes falsos causados por variação de pressão da rede.
O ajuste do retardo é o ponto crítico. Retardo curto demais gera alarme sempre que a jockey parte ou a temperatura ambiente varia; longo demais atrasa a resposta e reprova no ensaio. A solução correta não é aumentar o retardo, e sim estabilizar a pressão da rede: verificar vazamentos, ajustar o diferencial dos pressostatos e conferir a câmara de retardo da válvula de governo. O Anexo C ainda pede que a fiação do fluxostato esteja protegida, requisito coerente com o item 6.1.3 da IT 41/2025 sobre proteção dos circuitos dos serviços de segurança.
O ensaio se encerra confirmando que a central identifica corretamente o setor em alarme, e não apenas emite um sinal genérico, e que o sinal de fluxo é distinguível do sinal de detecção de fumaça. Em edificações com várias prumadas, cada fluxostato deve ser ensaiado individualmente e o endereço conferido no painel. A Elite AVCB registra o tempo medido em cada ponto, o setor indicado e o ajuste final de retardo no relatório de inspeção, documento que acompanha o comprovante de responsabilidade técnica de manutenção exigido na renovação da licença.
- Sinal do fluxostato deve chegar à central em até 90 segundos
- Conexão de ensaio simula a vazão de um único chuveiro
- Retardo excessivo mascara a falha e reprova no ensaio
- Cada fluxostato ensaiado individualmente, com setor conferido
Base normativa: IT 23/2025, Anexo C, itens 2.8, 2.12, 3.3 e 3.4 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.