Segurança contra incêndio para Indústria de Óleos e Gorduras Vegetais
A extração de óleo vegetal por solvente coloca a fábrica em outro patamar de exigência. O solvente utilizado é um líquido inflamável de ponto de fulgor muito baixo, o que cria área classificada em torno do extrator, do dessolventizador, dos condensadores e da casa de bombas, com reflexo direto sobre instalações elétricas, aterramento e controle de fontes de ignição. No refino, o óleo circula aquecido em temperaturas elevadas na desodorização e no branqueamento, e a terra clarificante usada no processo pode sofrer autoaquecimento quando descartada impregnada de óleo.
A tancagem é o segundo bloco crítico. Tanques de óleo bruto, óleo refinado e solvente no pátio exigem bacia de contenção, distanciamento, resfriamento e, quando o inventário de líquido inflamável justifica, enquadramento da área como M-2, com medidas específicas de proteção. O que costuma travar o processo é a documentação incompleta desse conjunto: inventário desatualizado, bacia subdimensionada, ausência de laudo elétrico das áreas classificadas e projeto que trata o pátio de tanques como simples área externa.
A Elite AVCB estrutura o processo pela via de maior risco. Levantamos o inventário de solvente e de óleo, delimitamos as áreas classificadas e verificamos a conformidade das instalações elétricas nesses trechos, dimensionamos proteção por espuma e resfriamento onde exigido e organizamos a proteção da casa de caldeira e das áreas de processo. O projeto técnico é protocolado pelo Via Fácil Bombeiros, com plano de emergência e brigada preparados para cenário de derramamento e incêndio em líquido inflamável.
Classificação usual: I-2 ou I-3, com área classificada na extração por solvente e tancagem enquadrada como M-2. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Óleos e Gorduras Vegetais
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Solvente inflamável de baixo ponto de fulgor na extração e na recuperação
- Área classificada em torno de extrator, dessolventizador, condensadores e casa de bombas
- Óleo aquecido em alta temperatura no refino, no branqueamento e na desodorização
- Tancagem de óleo bruto, óleo refinado e solvente com risco de derramamento e incêndio em bacia
- Terra clarificante e resíduos impregnados de óleo com potencial de autoaquecimento
- Casa de caldeira e geração de vapor operando junto às áreas de processo
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Delimitação das áreas classificadas e laudo das instalações elétricas nesses trechos
- Bacia de contenção, distanciamento e resfriamento no pátio de tanques
- Sistema de espuma e resfriamento onde o inventário de líquido inflamável exigir
- Detecção e alarme nas áreas de processo, casa de bombas e utilidades
- Rede de hidrantes e reserva técnica dimensionadas para o cenário de tancagem
- Plano de emergência e brigada treinada para derramamento e incêndio em líquido inflamável
- Aterramento e controle de fontes de ignição em toda a área de solvente