A bacia de contenção por diques em torno de tanques verticais deve comportar, no mínimo, a soma do volume do maior tanque, do volume correspondente ao deslocamento da sua base, dos volumes deslocados pelas bases e estruturas dos demais tanques contidos na bacia e dos volumes de diques intermediários e demais estruturas que causem deslocamento significativo de líquido, até a altura da crista do dique. A esse total a Instrução Técnica 25/2025 manda somar 50% da totalidade do volume da água utilizada no combate a incêndio pelos sistemas de espuma e resfriamento, o que costuma ser a parcela esquecida nos memoriais.
Para bacias que contenham tanques horizontais, a capacidade volumétrica deve ser no mínimo igual ao volume de todos os tanques horizontais contidos, acrescida de uma sobrealtura de 0,20 m destinada a conter movimentações do líquido e águas pluviais. O piso da bacia precisa ter declividade mínima de 1% em direção ao canal de drenagem a partir dos tanques, garantida ao menos nos primeiros 15 m. As paredes do dique podem ser de terra, aço, concreto ou alvenaria sólida, projetadas para serem estanques e resistir à coluna hidrostática total, e diques de terra com 1,0 m ou mais de altura devem ter seção plana no topo com largura mínima de 0,6 m.
A IT 25/2025 permite desconsiderar o volume de água do dimensionamento quando o projetista comprovar, na fase de análise, que o sistema de drenagem da bacia tem vazão suficiente para escoar a água de resfriamento do pior cenário. A bacia também não pode ser usada para armazenamento provisório ou permanente de qualquer produto ou material, salvo guarda temporária durante manutenção. A Elite AVCB elabora o estudo de cenários, calcula a demanda de água de espuma e resfriamento e apresenta a memória volumétrica da bacia com os deslocamentos considerados, do jeito que a análise do Corpo de Bombeiros espera receber.
- Volume do maior tanque mais os deslocamentos de bases e estruturas
- Somar 50% do volume de água dos sistemas de espuma e resfriamento
- Tanques horizontais: volume total mais sobrealtura de 0,20 m
- Declividade mínima de 1% no piso, ao menos nos primeiros 15 m
- Paredes estanques em terra, aço, concreto ou alvenaria sólida
Base normativa: IT 25/2025, Parte 2, itens 18.7.1, 18.7.3 e 18.7.5 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.