O sistema de um estágio opera somente em situação de emergência, permanecendo desligado no uso normal e partindo diretamente no nível de 50 Pa. O sistema de dois estágios mantém um nível baixo de pressurização em funcionamento contínuo, de 15 Pa, e passa para 50 Pa quando o alarme é acionado. A IT 13/2025 recomenda expressamente dar preferência ao sistema de dois estágios, porque ele mantém proteção mínima permanente e ainda promove a renovação do ar no volume da caixa de escada.
A escolha tem reflexos construtivos. No sistema de um estágio, a tomada de ar deve ser protegida por tela metálica de malha quadrada com vãos de no mínimo 12,5 milímetros. No sistema de dois estágios, por operar continuamente, exige-se filtro de partículas classe G-1 do tipo metálico lavável, conforme a NBR 16401-3. O ensaio também muda: em sistemas de dois estágios, as medições de comissionamento são exigidas apenas com o segundo estágio operando, e o sistema de detecção deve ser testado considerando as interferências da pressurização permanente.
Na prática, o sistema de dois estágios reduz o risco de falha na comutação justamente no momento crítico, mas exige manutenção mais frequente do filtro e atenção ao ruído transmitido para o interior da escada, que não deve ultrapassar 85 decibéis com o ambiente desocupado. A Elite AVCB avalia porte, uso e rotina de manutenção da edificação antes de definir a configuração e registra a decisão no memorial técnico apresentado ao Corpo de Bombeiros.
- Um estágio: opera só na emergência, direto em 50 Pa
- Dois estágios: 15 Pa contínuos e 50 Pa na emergência
- A IT 13/2025 recomenda preferência pelo sistema de dois estágios
- Tomada de ar: tela de 12,5 mm no um estágio e filtro G-1 no dois estágios
Base normativa: IT 13/2025, itens 4.1.2, 4.5.1 e Anexo A — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.