O coeficiente de eficácia é o fator que corrige a superfície útil do extrator natural em função da sua posição em relação à altura de referência do acantonamento. Quando o extrator está acima da altura de referência, o coeficiente é maior que 1; quando está abaixo, é menor que 1. Para variação de nível nula, ou seja, extrator no nível do teto, o coeficiente E vale 1. O valor é obtido no gráfico do Anexo B da Parte 3 da IT 15/2025 a partir da relação entre a diferença de nível e a altura da zona enfumaçada.
A esse coeficiente soma-se o fator k, ligado à certificação do equipamento. A área livre de passagem de ar de extratores que não possuem ensaio de resistência ao fogo tem eficiência reduzida em 50 por cento, ou seja, k igual a 0,5. Para extratores ensaiados, o fator k deve ser fornecido pelo fabricante e considerar a influência do vento e as deformações provocadas pela elevação de temperatura. A área corrigida é dada por Ac igual a Aef dividido pelo produto de E por k.
O efeito prático é expressivo. No exemplo da própria IT, um galpão industrial com área efetiva de 18,91 metros quadrados por acantonamento, com extratores não certificados no nível do teto, passa a exigir 37,82 metros quadrados de área corrigida, o dobro. A Elite AVCB verifica a documentação de ensaio dos extratores especificados antes de fechar o quantitativo, porque adotar k igual a 1 sem certificação é um dos erros mais caros de refazer depois da obra executada.
- E maior que 1 acima da altura de referência e menor que 1 abaixo dela
- Para diferença de nível nula, E igual a 1
- Extrator sem ensaio de resistência ao fogo: fator k igual a 0,5
- Ac igual a Aef dividido por E multiplicado por k
Base normativa: IT 15/2025 Parte 3, itens 8.8.1.16 a 8.8.1.20 e Anexo B — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.