A proteção dos ocupantes começa pelo alarme pré-descarga e pelo tempo de retardo, que a Instrução Técnica 26/2025 manda projetar conforme normas técnicas justamente para prevenir a exposição humana aos agentes extintores. O tempo de retardo para evacuação do local protegido antes do acionamento do sistema precisa constar do projeto apresentado ao Corpo de Bombeiros, e a planta deve indicar o ponto de desativação do sistema, que tem de ser de fácil acesso e de conhecimento de todos os ocupantes da edificação, além do ponto de acionamento manual alternativo. Esses pontos precisam estar sinalizados e acessíveis, e não escondidos atrás de racks ou de portas trancadas.
Para áreas normalmente ocupadas protegidas por sistema fixo de dióxido de carbono, as exigências são mais duras. Deve ser instalada, no acesso principal, uma válvula de bloqueio mecânica na tubulação de CO2, para evitar descargas acidentais na presença de pessoas, e a operação de bloqueio precisa ser sinalizada no painel de controle do sistema. Também é obrigatória, no acesso principal, uma placa com os dizeres área protegida com CO2, gás asfixiante. Em vistoria, deve ser observada a sinalização de orientação para a evacuação do local sinistrado, conforme a IT 20/2025.
A norma acrescenta que qualquer exposição desnecessária aos compostos halogenados, mesmo abaixo do NOAEL, e aos produtos da decomposição dos halocarbonetos deve ser evitada, o que reforça a importância de declarar NOAEL, LOAEL e concentração de projeto na documentação técnica. Se necessário, podem ser solicitados laudos comprovando a não toxicidade do agente na concentração adotada. A Elite AVCB projeta a interface entre detecção, alarme, retardo e descarga, e treina a brigada para operar o abortamento e a evacuação com segurança. Também é recomendável registrar em procedimento interno quem está autorizado a acionar o abortamento e em que situações essa decisão pode ser tomada com segurança.
- Alarme pré-descarga e tempo de retardo projetados por norma técnica
- Ponto de desativação acessível e conhecido pelos ocupantes
- CO2 em área ocupada: válvula de bloqueio mecânica no acesso principal
- Placa obrigatória de área protegida com CO2, gás asfixiante
- Laudo de não toxicidade na concentração de projeto pode ser exigido
Base normativa: IT 26/2025, itens 4.4, 4.5, 4.8 a 4.11 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.