A diferença está no caminho de retorno do circuito: no laço classe A a fiação sai da central, percorre todos os dispositivos e retorna à central, formando um anel fechado; no laço classe B a fiação termina no último dispositivo, com resistor de fim de linha, e não retorna. A consequência prática é a tolerância a falhas. Se um cabo classe A romper, a central passa a alimentar e supervisionar os dispositivos pelos dois lados do rompimento e o sistema continua operando, sinalizando a falha. Em um circuito classe B, o mesmo rompimento deixa sem supervisão e sem alarme tudo o que estiver depois do ponto danificado, ainda que a central acuse o defeito.
A IT 19/2025 remete o projeto, a instalação e o comissionamento do sistema à NBR 17240, que é quem define as classes de circuito, os requisitos de supervisão e os ensaios de circuito aberto, curto-circuito e fuga à terra a serem executados em pontos aleatórios de cada laço. Não existe imposição genérica de classe A para toda edificação; a escolha é uma decisão de projeto, justificada pela criticidade do risco, pelo tempo de indisponibilidade aceitável e pela extensão do cabeamento. Em contrapartida, a IT 13/2025 traz uma restrição arquitetural expressa para edifícios com escada pressurizada: um laço de alarme e detecção não pode supervisionar mais de um pavimento, o que já obriga a segmentar o sistema.
Na prática de engenharia, adota-se classe A em hospitais, data centers, indústrias com alta carga de incêndio, museus, edifícios altos e áreas de difícil acesso para manutenção, onde perder metade de um laço por um cabo rompido é inaceitável. Depósitos e escritórios de porte modesto costumam ser resolvidos com classe B bem setorizada e boa distribuição de circuitos. A Elite AVCB define a classe do circuito ainda na fase de concepção, porque ela muda quantidade de cabo, caminhamento, número de laços e custo de obra, e leva a arquitetura escolhida para o memorial e para as pranchas do projeto técnico protocolado no Via Fácil Bombeiros.
- Classe A: circuito em anel, retorna à central e tolera rompimento de cabo
- Classe B: circuito radial com fim de linha, perde tudo após o rompimento
- A NBR 17240, adotada pela IT 19/2025, define classes e ensaios de circuito
- Escada pressurizada: um laço não pode supervisionar mais de um pavimento
- Classe A é indicada em riscos críticos e cabeamento extenso
Base normativa: IT 19/2025, itens 4.1 e 4.16, e IT 13/2025, item 4.3.7 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.