A pressão no interior da escada pressurizada não pode ultrapassar 60 Pa com todas as portas corta-fogo fechadas porque, acima desse valor, a força necessária para abrir a porta passa a impedir a fuga, sobretudo de crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A IT 13/2025 é explícita: a escada deve obrigatoriamente ser provida de dispositivos que impeçam a elevação da pressão acima de 60 Pa, mesmo diante do excesso de ar que se torna necessário para atender às demais hipóteses de escape.
A norma aceita duas soluções para o alívio de sobrepressão. A primeira é o registro de sobrepressão ou damper motorizado comandado por sensor diferencial de pressão, instalado entre o espaço pressurizado e um espaço interno ou externo, sempre fora de áreas de risco e considerando a influência da ação dos ventos. A segunda é a modulação da capacidade do ventilador por variador de frequência, sob comando de um controlador com sensor instalado dentro da escada. Em trechos de escada em subsolo com descontinuidade no piso de descarga, deve-se dar preferência ao registro no nível térreo ou ao variador de frequência.
O limite de 60 Pa também é critério de aprovação no ensaio: a medição de campo não pode indicar valor abaixo de 90 por cento da pressão projetada nem exceder 60 Pa. Projetos que somam os fatores de segurança de vazão sem prever o alívio correspondente reprovam nesse ponto. A Elite AVCB dimensiona o conjunto de insuflação e alívio de forma integrada, garantindo que a porta continue operável enquanto o gradiente de pressão impede a entrada de fumaça na caixa da escada.
- Limite absoluto de 60 Pa com todas as portas corta-fogo fechadas
- Alívio por registro de sobrepressão ou damper com sensor diferencial
- Alternativa aceita: variador de frequência com controlador de pressão
- No ensaio, a pressão medida deve ficar entre 90 por cento do projetado e 60 Pa
Base normativa: IT 13/2025, itens 4.1.5.1, 4.1.6.5, 4.3.6 e 4.5.3 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.