O primeiro passo é verificar se o átrio é padronizado, ou seja, se permite a inserção de um cilindro reto ao longo de toda a sua altura, com diâmetro igual à raiz quadrada de sete vezes a altura, entre as pontas dos balcões ou entre as paredes verticais. Átrios não padronizados só podem ser dimensionados por modelo em escala, modelos algébricos ou softwares de mecânica dos fluidos, sempre submetidos ao CBPMESP por Comissão Técnica, com base em literatura como a NFPA 92 e o Handbook of Smoke Control Engineering.
Para pequenos átrios, aqueles com altura de até 8 metros entre o nível inferior e o superior e seção de base mínima de 5 por 5 metros, o controle natural exige superfície livre igual a 1/100 da seção de base, com mínimo de 2 metros quadrados; o controle mecânico exige 1 metro cúbico por segundo para cada 100 metros quadrados de seção de base, com mínimo de 3 metros cúbicos por segundo. O mesmo critério vale para átrios com carga de incêndio inferior a 190 megajoules por metro quadrado e revestimento classe I ou II A.
Nos demais átrios padronizados os valores são bem mais severos: extração natural com superfície livre igual a 1/15 da seção de base, com mínimo de 4 metros quadrados, ou extração mecânica na parte alta equivalente a 12 trocas por hora do volume do átrio. As introduções de ar ficam na parte baixa, com velocidade máxima de 2 metros por segundo na entrada natural e de 5 metros por segundo na insuflação mecânica. A Elite AVCB desenvolve o cálculo do átrio e dos espaços adjacentes de forma integrada.
- Átrio padronizado: cilindro com diâmetro igual à raiz de sete vezes a altura
- Pequenos átrios: 1/100 da seção de base ou 1 m³/s por 100 m²
- Demais átrios padronizados: 1/15 da seção de base ou 12 trocas por hora
- Espaços adjacentes com vazões próprias de 4, 8 ou 10 m³/s
Base normativa: IT 15/2025 Parte 7, itens 13.1.4, 14.2, 15 e 16 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.