Segurança contra incêndio para Restaurante
O Corpo de Bombeiros enquadra o restaurante como local destinado a refeições, ou seja, reunião de público. Isso significa cálculo de lotação por área de salão, largura de saída proporcional ao número de pessoas e sinalização pensada para quem nunca esteve ali antes. A diferença em relação a outros locais de público é a cozinha: chapa, fritadeira, forno combinado, coifa gordurosa e gás canalizado ou GLP funcionando durante todo o serviço, geralmente separados do salão apenas por uma porta vaivém.
Na prática, o que trava a licença do restaurante são três pontos recorrentes. O primeiro é a lotação declarada menor do que a real, o que compromete o dimensionamento das saídas assim que o salão lota no fim de semana. O segundo é a cozinha sem a proteção da IT 38 e sem registro de limpeza do duto. O terceiro é a arquitetura: mezanino de mesas sem segunda saída, pé-direito com forro de madeira ou tecido, e a única porta de entrada servindo também como única rota de fuga.
A Elite AVCB começa medindo o salão e definindo a lotação real, porque é dela que sai quase todo o resto do projeto. Dimensionamos saídas e circulações pela IT 11, tratamos a cozinha pela IT 38 e a central de GLP pela IT 28, verificamos os materiais de acabamento do salão e especificamos iluminação, sinalização e extintores. Estruturamos a brigada com o pessoal de salão e cozinha, protocolamos pelo Via Fácil Bombeiros e acompanhamos a vistoria com o gerente da casa.
Classificação usual: F-8, local para refeições, com a cozinha tratada como área de risco pela IT 38 e a central de GLP pela IT 28. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Restaurante
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Lotação do salão superior à prevista, especialmente em fins de semana e eventos
- Cozinha com fritadeira, chapa e coifa engordurada separada do público por uma porta
- Central de GLP mal posicionada ou botijões próximos aos equipamentos de cocção
- Mezanino ou segundo salão sem rota de fuga independente
- Forro, painéis e elementos decorativos de madeira e tecido no salão
- Saída única acumulando entrada de clientes, recebimento e rota de emergência
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Cálculo de lotação e dimensionamento das saídas conforme IT 11, com largura compatível com o salão cheio
- Proteção fixa sobre equipamentos de cocção e tratamento do duto conforme IT 38
- Central de GLP conforme IT 28 com laudo de estanqueidade do ramal
- Iluminação de emergência (IT 18) e sinalização (IT 20) cobrindo salão, cozinha e circulações
- Extintores conforme IT 21, incluindo agente compatível com óleo e gordura na cozinha
- Materiais de acabamento e decoração do salão atendendo à IT 10
- Brigada de incêndio conforme IT 17 com equipe de salão treinada para conduzir clientes