Segurança contra incêndio para Galvanoplastia
Galvanoplastia é o caso mais contraintuitivo da metalurgia. A operação trabalha com soluções aquosas, banhos ácidos e alcalinos, cianetos e cromo, tudo aparentemente incombustível. Só que os tanques, as calhas, as coifas e a rede de exaustão são de polipropileno ou PVC, materiais com carga de incêndio elevada e forte produção de fumaça tóxica. Acrescente retificadores de alta corrente, barramentos de cobre aquecendo, hidrogênio liberado na decapagem e você tem uma planta com risco térmico e químico simultâneos.
Na prática o processo trava quando a empresa apresenta a galvânica como risco leve. A vistoria encontra linha automática inteira em plástico, sala de retificadores sem detecção, depósito de produtos químicos dentro da produção sem contenção e sistema de exaustão que atravessa o galpão sem qualquer compartimentação. Outro ponto sensível é a rota de fuga: o corredor entre as linhas costuma ser único, longo e cheio de tubulação, o que conflita com a distância máxima a percorrer definida na IT 11.
A Elite AVCB conduz a galvanoplastia tratando plástico como o que ele é: material combustível de peso. Calculamos a carga de incêndio pela IT 14 incluindo tanques, dutos e coifas, definimos as áreas de risco dos banhos e dos retificadores e verificamos se a proteção passa por chuveiros automáticos, detecção ou compartimentação. Elaboramos o Projeto Técnico correspondente, especificamos hidrantes, extintores e sinalização, e acompanhamos o processo pelo Via Fácil Bombeiros até a licença.
Classificação usual: I-2 em geral, porque tanques e dutos de polipropileno e PVC elevam a carga de incêndio, com áreas de risco nos banhos e nos retificadores. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Galvanoplastia
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Tanques, calhas, coifas e dutos de polipropileno e PVC com alta carga de incêndio e fumaça densa
- Sobreaquecimento de retificadores, barramentos e conexões de alta corrente
- Liberação de hidrogênio em processos de decapagem e eletrólise em ambiente confinado
- Depósito de produtos químicos, incluindo ácidos e cianetos, sem contenção ou separação
- Rota de fuga única e extensa entre linhas de tanques, com tubulação e passarelas no caminho
- Propagação rápida pelo sistema de exaustão, que interliga setores sem compartimentação
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Carga de incêndio calculada pela IT 14 considerando os tanques e dutos plásticos da linha
- Detecção e alarme na sala de retificadores e nas áreas elétricas de potência, conforme a IT 19
- Chuveiros automáticos quando a carga de incêndio e a área exigirem, conforme as IT 23 e IT 24
- Saídas de emergência com distância máxima a percorrer compatível com a IT 11
- Ventilação e exaustão mantidas e separadas por setor, evitando propagação entre áreas
- Plano de emergência considerando produto químico e fumaça tóxica, com brigada treinada conforme a IT 17