Segurança contra incêndio para Estamparia
Numa estamparia o material processado é inerte, mas o processo não. Prensas hidráulicas de grande porte operam com centenas de litros de óleo em circuito pressurizado, e uma mangueira rompida produz névoa que encontra motor quente ou painel elétrico com facilidade. As bobinas e chapas chegam cobertas de óleo protetivo, o óleo de estampagem é aplicado a cada golpe e escorre para fossos e canaletas embaixo do equipamento. É esse conjunto de óleo em circulação que o Corpo de Bombeiros considera quando avalia a planta.
O que costuma emperrar o processo é o que fica fora do memorial. A empresa apresenta carga de incêndio de indústria de risco leve e a vistoria encontra fosso de prensa com óleo acumulado, tambores encostados na linha, estoque de embalagens do produto acabado e uma ferramentaria anexa com bancadas, solda e solvente. Somam-se corredores de circulação estreitados por racks de bobinas e saídas de emergência bloqueadas pela movimentação de material, itens que geram exigência direta pela IT 11.
A Elite AVCB mapeia a estamparia pela linha de produção e pelo caminho do óleo. Levantamos prensas, unidades hidráulicas, fossos, depósito de lubrificantes, estoque de bobinas e área de produto acabado, calculamos a carga de incêndio pela IT 14 e definimos as medidas correspondentes. Elaboramos o projeto com hidrantes, extintores por classe de risco, iluminação e sinalização de emergência, e conduzimos protocolo, exigências e vistoria pelo Via Fácil Bombeiros até a emissão do AVCB.
Classificação usual: I-1 ou I-2 conforme o volume de óleo hidráulico e de estampagem, com atenção ao depósito de bobinas e ao setor de ferramentaria anexo. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Estamparia
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Ruptura de mangueira e formação de névoa de óleo hidráulico em prensas de grande porte
- Acúmulo de óleo de estampagem em fossos, canaletas e sob a base das prensas
- Óleo protetivo das bobinas e chapas aumentando a carga de incêndio do estoque de matéria-prima
- Faíscas de ajuste, solda e esmerilhamento na ferramentaria anexa à linha de prensas
- Corredores e saídas de emergência estreitados por racks de bobinas e movimentação de material
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Cálculo de carga de incêndio pela IT 14 incluindo óleo hidráulico, óleo de estampagem e protetivo
- Extintores adequados ao risco de óleo, distribuídos junto às prensas, conforme a IT 21
- Rede de hidrantes com reserva técnica compatível com a área construída, conforme a IT 22
- Manutenção e limpeza de fossos e canaletas, com contenção do óleo acumulado
- Saídas de emergência livres e dimensionadas pela população do turno, conforme a IT 11
- Iluminação e sinalização de emergência nos corredores entre prensas, conforme as IT 18 e IT 20