A velocidade da água no tubo de sucção das bombas de incêndio não pode ser superior a 2 metros por segundo em sucção negativa nem a 3 metros por segundo em sucção positiva, conforme o item 4.8.11 da IT 22/2025, calculada pela mesma equação v igual a Q sobre A, com a área obtida a partir do diâmetro interno. O limite mais rígido na condição negativa existe porque nela a bomba já trabalha com pressão de entrada reduzida, e qualquer perda adicional na linha de sucção consome diretamente a margem de NPSH disponível.
Esse critério explica por que a sucção é sempre executada em bitola maior que o recalque. Para uma bomba de 1.200 litros por minuto, ou 0,02 metro cúbico por segundo, o limite de 2 metros por segundo exige área mínima de 0,01 metro quadrado, o que corresponde a diâmetro interno de aproximadamente 113 mm, ou seja, DN125. O mesmo conjunto em sucção positiva, com limite de 3 metros por segundo, admitiria DN100. Reduzir a bitola de sucção para economizar material é uma das causas mais comuns de cavitação em casa de bombas.
A linha de sucção também deve ser curta, com o mínimo de curvas, sem pontos altos que acumulem ar e com redução excêntrica junto ao bocal da bomba para evitar bolsão de ar. Somam-se a isso os requisitos do Anexo B da IT 22/2025 sobre poço de sucção, nível X e dispositivo antivórtice. A Elite AVCB dimensiona sucção e recalque separadamente, verifica a velocidade nas duas linhas e detalha a casa de bombas em isométrico, garantindo espaço de manutenção em toda a volta do conjunto, como exige o item C.1.2 da mesma Instrução Técnica.
- Sucção negativa: máximo de 2 m/s
- Sucção positiva: máximo de 3 m/s
- Cálculo por v igual a Q sobre A, com diâmetro interno
- A sucção é executada em bitola maior que o recalque
- Sucção subdimensionada é causa clássica de cavitação
Base normativa: IT 22/2025, itens 4.8.11 e C.1.2 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.