No sistema de tubo molhado a rede permanece cheia de água pressurizada e a descarga é imediata na abertura do bico; no sistema de tubo seco a rede é mantida com ar ou nitrogênio sob pressão e a água só avança após a abertura da válvula de tubo seco, o que introduz retardo até a chegada da água ao chuveiro acionado. Por isso o item 5.1.4.7 da IT 24/2025 determina que os sistemas de chuveiros sejam preferencialmente de tubo molhado, admitindo secos e de ação prévia em áreas sujeitas a congelamento ou em condições especiais.
O retardo tem consequência direta no cálculo: o item 5.1.6.7 da IT 24/2025 determina que a área de operação de sistemas de tubo seco e de ação prévia seja aumentada em 30 por cento, sem alteração da densidade, e o item 5.1.6.8 exige que as densidades e áreas sejam selecionadas de modo que a área final, após o acréscimo, não seja maior que 557,4 metros quadrados. Há ainda o efeito no fator C de Hazen-Williams: pela Tabela 1 da IT 22/2025, o aço preto vale 120 em tubo molhado e apenas 100 em sistema de tubo seco.
Os equipamentos de alarme também mudam. Pelo item 5.2 da IT 23/2025, sistemas de tubulação molhada usam válvula de governo e alarme ou outro detector de fluxo, e o item 5.4 restringe as chaves de alarme de fluxo do tipo palheta com retardo automático apenas a sistemas de tubo molhado. Chuveiros ESFR, conforme o item 5.1.4.9 da IT 24/2025, só podem ser usados em sistemas de tubo molhado. A Elite AVCB avalia congelamento, ambiente corrosivo e criticidade da carga antes de indicar rede seca, que é mais cara de manter.
- Tubo molhado descarrega de imediato; tubo seco tem retardo
- IT 24/2025 determina preferência pelo tubo molhado
- Tubo seco e ação prévia somam 30 por cento na área de operação
- Área final ajustada limitada a 557,4 m²
- Aço preto em tubo seco cai para fator C igual a 100
Base normativa: IT 24/2025, itens 5.1.4 e 5.1.6; IT 23/2025, itens 5.2 e 5.4; IT 22/2025, Tabela 1 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.