O ponto de operação real é a interseção entre a curva característica da bomba, fornecida pelo fabricante, e a curva do sistema, construída pelo projetista. A curva do sistema parte do desnível geométrico mais a pressão residual exigida no ponto de uso, valor independente da vazão, e cresce com o quadrado da vazão por conta das perdas de carga. A curva da bomba parte da pressão em vazão nula, chamada shut-off, e decresce à medida que a vazão aumenta. A bomba selecionada precisa cruzar a curva do sistema em vazão igual ou superior à demanda calculada.
A leitura dessa interseção resolve várias verificações normativas de uma só vez. O item 4.8.8 da IT 22/2025 limita a pressão máxima de trabalho nos esguichos a 100 mca, e o item C.1.14 desaconselha bombas com pressão superior a 100 mca, o que obriga a olhar também a pressão em shut-off, e não apenas o ponto nominal. Além disso, o item C.1.15.1 fixa que a pressão máxima de operação da bomba jockey seja igual à pressão da bomba principal medida sem vazão, parâmetro que só é conhecido lendo a curva.
Uma bomba superdimensionada tende a operar muito à direita da curva quando poucos hidrantes são abertos, elevando o NPSH requerido e o risco de cavitação; uma bomba justa demais não entrega os dois jatos simultâneos. Por isso a seleção deve mirar o ponto de melhor rendimento próximo à demanda calculada. A Elite AVCB anexa ao memorial a curva do fabricante com o ponto de operação marcado, a demanda calculada e a pressão em shut-off, o que dá ao analista e ao instalador a mesma referência técnica na hora do comissionamento.
- Ponto de operação é a interseção das curvas da bomba e do sistema
- A curva do sistema soma altura estática e perdas proporcionais ao quadrado da vazão
- É preciso verificar também a pressão em shut-off da bomba
- Pressão máxima nos esguichos limitada a 100 mca pela IT 22/2025
- Bomba superdimensionada eleva o risco de cavitação
Base normativa: IT 22/2025, itens 4.8.8, C.1.14 e C.1.15.1 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.