A vazão volumétrica a extrair é obtida dividindo-se a vazão mássica da coluna de fumaça pela densidade da fumaça na temperatura adotada. A IT 15/2025 fixa densidade de 0,92 quilograma por metro cúbico para fumaça a 70 graus Celsius, situação de edificação protegida por chuveiros automáticos, e de 0,55 quilograma por metro cúbico para fumaça a 300 graus Celsius, situação sem chuveiros. Sobre o resultado deve ser acrescido coeficiente mínimo de 25 por cento para compensar vazamentos nos registros de trancamento.
O impacto dessa escolha é grande. No exemplo da própria IT, um escritório de 500 metros quadrados com vazão mássica de 7,795 quilogramas por segundo resulta em 8,47 metros cúbicos por segundo com chuveiros automáticos, ou 14,17 metros cúbicos por segundo sem eles. Depois do acréscimo de 25 por cento, os extratores passam a 10,59 e a 17,72 metros cúbicos por segundo, respectivamente. Ou seja, a presença de chuveiros automáticos reduz praticamente à metade o ventilador de extração e, em consequência, toda a rede de dutos.
A temperatura também define a construção: dutos para fumaça a 70 graus podem ser de chapa de aço galvanizada, enquanto dutos para 300 graus exigem chapa de aço carbono com bitola mínima 16 MSG, juntas longitudinais soldadas e transversais flangeadas, com vedação resistente a fumaça e gases quentes por no mínimo 90 minutos. A Elite AVCB avalia o conjunto antes de fechar o projeto, porque em muitos casos incluir chuveiros automáticos sai mais barato que o sistema de extração para 300 graus.
- V igual à vazão mássica dividida pela densidade da fumaça
- Densidade de 0,92 kg/m³ a 70 graus e 0,55 kg/m³ a 300 graus
- Acréscimo mínimo de 25 por cento para vazamentos em registros
- A temperatura define o material e a construção dos dutos
Base normativa: IT 15/2025 Parte 5, itens 10.17 e 10.21 e Parte 2, item 7.2.5 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.