A taxa de liberação de calor total do incêndio de projeto resulta da multiplicação da taxa unitária, obtida nas tabelas da Parte 5 da IT 15/2025, pela área do incêndio esperado, também tabelada em função da classificação de risco da IT 14. Em edificações do Grupo J, depósitos, o resultado ainda é multiplicado pela altura de estocagem. No exemplo da própria IT, um escritório de risco médio com incêndio de 4 por 4 metros e taxa de 228 quilowatts por metro quadrado gera Q de 3.648 quilowatts.
Antes disso é preciso classificar o fogo como estável ou instável. O fogo é considerado estável quando a edificação possui meios de supressão automática, como chuveiros automáticos ou nebulizadores; nos demais casos é instável. Da taxa total, a parcela convectiva Qc é estimada em 70 por cento e é ela que entra nas equações da coluna de fumaça: m igual a 0,071 vezes Qc elevado a 1/3 vezes z elevado a 5/3 mais 0,0018 Qc, quando a camada está acima da chama, ou m igual a 0,032 vezes Qc elevado a 3/5 vezes z, quando a camada está na altura da chama ou abaixo dela.
A escolha da taxa e do tamanho do incêndio é a decisão que mais influencia o resultado final, porque a vazão cresce diretamente com ela. Adotar risco menor que o real reduz artificialmente o ventilador e inviabiliza o sistema em uso. A Elite AVCB classifica o risco pela ocupação efetiva, pelo tipo de embalagem e pela altura de estocagem, documentando a escolha no memorial que acompanha o projeto técnico apresentado ao Corpo de Bombeiros.
- Q total igual à taxa unitária multiplicada pela área do incêndio de projeto
- Em depósitos do Grupo J multiplica-se ainda pela altura de estocagem
- Parcela convectiva Qc estimada em 70 por cento da taxa total
- Fogo estável exige supressão automática; sem ela, é instável
Base normativa: IT 15/2025 Parte 5, itens 10.9, 10.11, 10.15 e 10.16 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.