Segurança contra incêndio para Indústria de Tintas e Vernizes
Na fábrica de tintas o risco está concentrado na sala de mistura: dispersor de alta rotação trabalhando com resina e solvente em tanque aberto, pigmento sendo despejado em saco, e vapor inflamável saindo do processo no mesmo lugar em que há motor, eixo e atrito. Acrescente o transvase de solvente de tambor para o misturador, com fluxo gerando carga eletrostática, e você tem a sequência que explica a maior parte dos sinistros do segmento. O Corpo de Bombeiros conhece esse arranjo e vistoria com esse olhar.
O que costuma travar o AVCB é a instalação elétrica dentro do perímetro inflamável e a ausência de continuidade de aterramento. Tomada comum na sala de mistura, luminária sem grau de proteção, exaustor com motor no fluxo de vapor e tambores sem cabo de equipotencialização no momento do transvase. Do lado documental, memorial que soma apenas o produto acabado e esquece a tancagem de solvente e o depósito de embalagem metálica e plástica, o que produz uma classificação incompatível com o que existe no chão de fábrica.
A Elite AVCB levanta o inventário completo de solventes, resinas e pigmentos, delimita a área classificada e verifica se a instalação elétrica existente atende a zona definida. Sobre essa base montamos o Projeto Técnico com espuma e contenção para a tancagem segundo a IT 25, chuveiros automáticos no depósito, detecção nas áreas de processo e rede de hidrantes com reserva compatível. Protocolamos pelo Via Fácil Bombeiros, respondemos as exigências da análise e acompanhamos a vistoria até a emissão do AVCB.
Classificação usual: I-3 quando há linha base solvente, com tancagem de solventes, sala de mistura e depósito de produto acabado como áreas de risco. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Tintas e Vernizes
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Vapor inflamável liberado por dispersores e tanques de mistura abertos durante a incorporação de solvente
- Descarga eletrostática no transvase de solvente entre tambores, IBCs e misturadores sem equipotencialização
- Instalação elétrica comum dentro do perímetro de área classificada da sala de mistura e do envase
- Vazamento na tancagem de solvente sem bacia de contenção estanque
- Depósito de produto acabado com carga de incêndio elevada por embalagem metálica, plástica e paletes de madeira
- Autoaquecimento de estopas e panos impregnados com verniz e secantes descartados sem recipiente adequado
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Classificação de área e adequação de luminárias, painéis, tomadas e motores à zona definida na sala de mistura e no envase
- Aterramento e equipotencialização de tanques, tambores e bicos de transvase, com continuidade verificada em laudo
- Sistema de espuma e bacia de contenção para a tancagem de solventes, conforme a IT 25
- Chuveiros automáticos no depósito de produto acabado, dimensionados pelo tipo e altura de armazenagem
- Detecção automática e alarme nas áreas de processo, envase e depósito, segundo a IT 19
- Rede de hidrantes e reserva técnica de incêndio conforme a IT 22, com brigada treinada pela IT 17