No sistema de tubo molhado a rede permanece cheia de água pressurizada até os bicos, de modo que a abertura de um chuveiro descarrega água imediatamente. No sistema de tubo seco a tubulação fica preenchida com ar ou nitrogênio sob pressão, e a água só avança quando a abertura do bico provoca a queda de pressão e a atuação da válvula de tubo seco, o que introduz um retardo na descarga, mas evita congelamento na rede. No Brasil, o tubo seco é usado sobretudo em câmaras frias e ambientes com risco de dano à tubulação cheia.
Existe ainda o sistema de ação prévia, ou pré-ação, em que a água só entra na tubulação após a atuação de um sistema de detecção independente, e o sistema de dilúvio, com bicos abertos e descarga simultânea em toda a área. A IT 23/2025 exige, para pré-ação e dilúvio, dois alarmes acionados de forma independente, um pelo sistema de detecção e outro pelo fluxo de água, e reserva as chaves de fluxo tipo palheta com retardo automático apenas para sistemas de tubo molhado. Cada arranjo tem exigência própria de alarme e de teste.
A escolha tem efeito direto no cálculo. A IT 24/2025 determina que os sistemas de chuveiros em depósitos sejam preferencialmente de tubo molhado, admitindo secos e de ação prévia em áreas sujeitas a congelamento ou condições especiais, e obriga a aumentar a área de operação em 30%, sem alterar a densidade, com limite final de 557,4 m². Chuveiros ESFR só podem ser usados em tubo molhado. A Elite AVCB avalia essa decisão antes de dimensionar reserva e bomba. Optar por tubo seco sem necessidade real aumenta a demanda de água e encarece o sistema inteiro.
- Tubo molhado: rede cheia de água, descarga imediata
- Tubo seco: rede com ar pressurizado, indicada contra congelamento
- Ação prévia depende de detecção independente para admitir água
- Tubo seco e ação prévia aumentam a área de operação em 30%
Base normativa: IT 23/2025, itens 5.2 a 5.4; IT 24/2025, itens 5.1.4 e 5.1.6 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.