A sucção é positiva quando a linha do eixo da bomba fica abaixo do nível X de água do reservatório, ou seja, quando a bomba está afogada e a água chega a ela por gravidade. A IT 22/2025 admite ainda como positiva a situação em que o eixo da bomba fique até 2 metros acima do nível X, ou a um terço da capacidade efetiva do reservatório, o que for menor. Acima disso, a condição é considerada sucção negativa e passa a exigir cuidados adicionais de projeto. A referência é sempre o nível X definido no Anexo B.
As bombas de incêndio devem preferencialmente ser instaladas em sucção positiva, porque essa configuração elimina o risco de perda de escorva. Em sucção negativa é obrigatório calcular o NPSH disponível, que precisa ser maior ou igual ao NPSH requerido pela bomba, considerando 1,5 vez a vazão nominal do sistema. A velocidade da água no tubo de sucção não pode superar 2 metros por segundo em sucção negativa nem 3 metros por segundo em sucção positiva. Velocidade acima desses limites eleva a perda de carga na sucção e aumenta o risco de cavitação do conjunto motobomba.
A instalação de bombas com sucção acima do nível de água só é permitida para sistemas dos tipos 1, 2 e 3, e ainda assim mediante tubulação de sucção própria, válvula de pé com crivo, meios que mantenham a tubulação sempre cheia e reservatório de escorva com volume mínimo de 100 ou 200 litros conforme o tipo. Para chuveiros automáticos a regra é rígida: as bombas devem obrigatoriamente estar em pressão positiva, não sendo admitido reservatório de escorva. Por isso a definição do arranjo de sucção precisa vir antes da escolha do modelo da bomba.
- Positiva: eixo da bomba abaixo do nível X de água
- Negativa exige cálculo de NPSH com 1,5 vez a vazão nominal
- Velocidade de sucção: até 2 m/s negativa e 3 m/s positiva
- Sprinklers só admitem bomba em pressão positiva
Base normativa: IT 22/2025, itens 4.8.11 e 4.8.15 e Anexo C, C.1.12 e C.2.6; IT 23/2025, item 7.5.1 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.