O cabeçote de teste serve para descarregar a vazão nominal da bomba de forma controlada e medida, permitindo levantar a curva de desempenho sem molhar a edificação nem despressurizar a rede de combate. É uma linha derivada da descarga da bomba, com válvula de bloqueio, manômetro e um conjunto de saídas com engate rápido e esguichos calibrados, onde a vazão é obtida pela leitura de pitot em cada bocal. O Anexo C da IT 23/2025 pergunta expressamente se existe cabeçote de teste ou medidor de vazão para a realização do teste anual.
A alternativa ao cabeçote é o medidor de vazão em linha, instalado em circuito fechado que devolve a água ao reservatório. Ele ocupa menos espaço, dispensa a descarga externa e permite ensaiar mesmo em edificação vertical sem área livre, mas exige tubulação de retorno e perda de carga compatível. O cabeçote, por sua vez, é mais barato, mais simples de aferir e dispensa calibração de instrumento embarcado, mas consome água da reserva técnica de incêndio, que precisa ser reposta antes do fim do ensaio para não deixar o sistema desprotegido.
O ponto de atenção operacional está no Anexo F da IT 22/2025: as válvulas de bloqueio devem estar travadas na posição totalmente aberta, com a ressalva expressa do cabeçote de testes, cuja válvula fica normalmente fechada. Quem esquece a válvula do cabeçote aberta após o ensaio cria um caminho preferencial de água e derruba a pressão em toda a rede. A Elite AVCB projeta e instala a linha de teste em edificações existentes que não a possuem e inclui o travamento das válvulas no procedimento de encerramento de cada ensaio.
- Permite descarregar a vazão nominal e medir com pitot
- Alternativa: medidor de vazão em linha com retorno ao reservatório
- Ausência de cabeçote ou medidor reprova item do Anexo C da IT 23
- Válvula do cabeçote deve voltar fechada ao fim do ensaio
Base normativa: IT 23/2025, Anexo C, itens 4.10 e 4.11; IT 22/2025, Anexo F, item 2.8 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.