Segurança contra incêndio para Indústria Naval e Estaleiro
No estaleiro o risco mais grave não está no galpão, está dentro da embarcação. Trabalho a quente executado em compartimento confinado, com ventilação forçada por mangote, andaime interno, fiação provisória e uma única via de acesso, reúne fonte de ignição, material combustível de revestimento e fuga difícil no mesmo lugar. O Corpo de Bombeiros analisa o estaleiro como um conjunto de áreas muito diferentes entre si: oficinas, pátio de blocos, jateamento e pintura, e a área de dique ou carreira.
O que costuma travar o licenciamento é a estrutura de apoio dessas frentes. Cilindros de oxigênio e acetileno espalhados pelo pátio e por dentro da embarcação, sem segregação nem amarração; jateamento e pintura de casco realizados em ambiente confinado com solvente e névoa; rede de hidrantes que não alcança o cais nem o costado; e acesso de viatura bloqueado por bloco estrutural, guindaste ou material de obra. Nas oficinas, o problema é a mistura de solda, madeira, tinta e estopa.
A Elite AVCB trata cada frente do estaleiro como área própria dentro do Projeto Técnico, com atenção especial ao procedimento de trabalho a quente em espaço confinado e à cobertura hidráulica do cais e do dique. Dimensionamos hidrantes com alcance real e reserva compatível, especificamos detecção e extinção nas oficinas e nas áreas de pintura, organizamos a segregação dos gases de solda e estruturamos brigada e plano de emergência. Protocolamos pelo Via Fácil Bombeiros e acompanhamos a vistoria.
Classificação usual: I-2 ou I-3 conforme os processos, com oficinas, área de jateamento e pintura e o dique ou carreira como áreas de risco distintas. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria Naval e Estaleiro
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Trabalho a quente em espaço confinado da embarcação, com fumaça retida e via única de escape
- Jateamento e pintura de casco em ambiente confinado, com névoa, solvente e vapor acumulados
- Cilindros de oxigênio e acetileno espalhados pelo pátio e pelo interior da embarcação sem segregação
- Fiação e iluminação provisórias de obra dentro de compartimentos metálicos úmidos
- Rede de hidrantes sem alcance sobre o cais, o dique e o costado da embarcação
- Acesso de viatura obstruído por blocos estruturais, guindastes e material de obra no pátio
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Procedimento de trabalho a quente com liberação, ventilação forçada, vigia de área e extintor no posto
- Rede de hidrantes cobrindo cais, dique e oficinas, com reserva técnica compatível, conforme a IT 22
- Segregação, amarração e sinalização dos cilindros de gases de solda em pátio e a bordo
- Exaustão e controle de ignição nas áreas de jateamento e pintura, com detecção associada
- Iluminação e sinalização de emergência nas rotas de fuga das oficinas e das frentes de obra, pelas IT 18 e IT 20
- Brigada de incêndio treinada para resgate em espaço confinado, com plano de emergência e simulado