Segurança contra incêndio para Indústria de Isopor e EPS
A fábrica de EPS carrega um risco que não aparece em outros plásticos: o agente expansor. A matéria-prima chega impregnada de pentano, hidrocarboneto inflamável mais pesado que o ar, que é liberado durante a pré-expansão, a cura em silos e as primeiras horas de armazenagem dos blocos. Esse gás tende a se acumular em piso e áreas baixas. Some-se a isso um material acabado que propaga chama em superfície com velocidade impressionante e produz fumaça densa. O Corpo de Bombeiros trata a planta de isopor como risco alto, e com razão.
O que mais compromete o processo é a ventilação. Silos de cura sem exaustão adequada, salas de pré-expansão fechadas e instalação elétrica comum em ambiente onde o pentano se acumula formam o conjunto clássico de exigência. Depois vem o depósito de blocos e de peças acabadas, quase sempre com empilhamento altíssimo porque o produto é leve, e sem qualquer separação em relação à produção. Também é comum a fábrica não ter laudo das instalações elétricas nem documentação de brigada compatível com o risco.
A Elite AVCB trata pré-expansão, cura, moldagem e depósito como zonas distintas. Avaliamos ventilação e acúmulo de pentano nas áreas de expansão e cura, adequamos as instalações elétricas ao ambiente, dimensionamos chuveiros automáticos e detecção para o comportamento do EPS e definimos separação física entre produção e estoque de blocos. Emitimos ART, protocolamos no Via Fácil Bombeiros e conduzimos exigências e vistoria até a emissão do AVCB da unidade de isopor.
Classificação usual: I-3, com a área de expansão e cura avaliada por conta do pentano residual liberado pelo material. A divisão exata é definida no processo, conforme a atividade real, a carga de incêndio e a área da edificação, nos termos do Decreto Estadual 69.118/2024.
Riscos típicos de Indústria de Isopor e EPS
O que o Corpo de Bombeiros observa com mais atenção neste tipo de operação:
- Pentano liberado na pré-expansão e na cura, inflamável e mais pesado que o ar, com acúmulo em áreas baixas
- Propagação superficial de chama extremamente rápida em blocos e peças de EPS
- Fumaça densa e escura que reduz a visibilidade das rotas de fuga em poucos minutos
- Empilhamento muito alto de material leve, com colapso de pilhas durante o incêndio
- Instalações elétricas convencionais em ambientes onde há liberação de gás inflamável
Medidas de segurança normalmente exigidas
- Ventilação e exaustão nas áreas de pré-expansão, cura e silos, com atenção ao acúmulo em nível baixo
- Adequação das instalações elétricas ao risco, com laudo técnico e ART
- Chuveiros automáticos na produção e no depósito de blocos, conforme IT 23 e IT 24
- Detecção e alarme com acionamento em toda a planta, conforme IT 19
- Compartimentação entre produção, cura e depósito de acabados, conforme IT 09
- Brigada de incêndio treinada conforme IT 17, com simulado de abandono periódico