O fator K é a constante de descarga do orifício do chuveiro, que relaciona vazão e pressão pela expressão K igual a Q dividido pela raiz quadrada de p, forma adotada pelo item 11.1.6 da IT 23/2025, e que na prática se usa invertida como Q igual a K vezes a raiz de p. O item 11.8.3 determina que o cálculo da vazão de um chuveiro considere o fator K nominal, ou seja, o valor declarado pelo fabricante e certificado, e não um valor médio arbitrado pelo projetista. Valores de catálogo sem certificação não são aceitos na análise do projeto técnico.
Como a vazão cresce com a raiz da pressão, dobrar a vazão de um bico exige quadruplicar a pressão. Por isso, aumentar o fator K é quase sempre mais eficiente que aumentar a pressão: um bico K115 entrega a mesma vazão de um K80 com aproximadamente metade da pressão. A Tabela 7 da IT 23/2025 fixa fatores K mínimos por categoria de risco e altura de teto: para tetos entre 6,1 e 9 metros, K80 no risco leve, K115 no ordinário e K160 no extraordinário; acima de 18 metros, K360 em todas as categorias.
Em depósitos, o item 5.1.13 da IT 24/2025 amarra o fator K à densidade exigida: até 8,2 litros por minuto por metro quadrado admitem-se chuveiros de resposta normal com K igual a 5,6 ou maior; acima disso e até 13,9, exige-se K igual a 8,0 ou maior; acima de 13,9, exige-se K igual a 11,2 ou maior, certificados para proteção de áreas de armazenamento. Sistemas com fator K nominal diferente de 80 devem ser sempre projetados por cálculo hidráulico, conforme o item 11.12 da IT 23/2025. A Elite AVCB especifica o bico no memorial e na lista de materiais.
- Q igual a K vezes a raiz da pressão, com K nominal do fabricante
- Aumentar K é mais eficiente que aumentar a pressão
- Tabela 7 fixa K mínimo por risco e altura de teto
- Em depósito, o K mínimo cresce com a densidade exigida
- Sistemas com K diferente de 80 exigem cálculo hidráulico
Base normativa: IT 23/2025, itens 11.1.6, 11.8.3, 11.12 e Tabela 7; IT 24/2025, item 5.1.13 — CBPMESP. Baixe o documento completo na biblioteca oficial.